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Complicações da menopausa

Os fatores genéticos, ambientais, raciais, estilo de vida (hábitos tabágicos e de exercício físico) e antropométricos (obesidade) podem fazer variar a intensidade dos sintomas entre as mulheres. De igual forma, as diferenças socioculturais têm influência na forma como esta fase da vida da mulher é vivida. Assim, as consequências e a interferência na qualidade de vida da mulher pode variar.

A sintomatologia que pode interferir na vida diária da mulher são, a curto prazo, os sintomas vasomotores (“calores” e fogachos), as alterações do sono e emocionais; a médio prazo, os sintomas uro-genitais (disúria, incontinência urinária, dispareunia, secura e ardor vulvovaginal); a longo prazo, destacam-se as complicações cardiovasculares, a osteoporose e as alterações cognitivas.

O ambiente hormonal associado à menopausa, como a diminuição dos níveis de estrogênio, leva a uma alteração do perfil lipídico e dos triglicerídeos, o que provoca um maior risco de doença trombótica a nível cardíaco e cerebrovascular (coração, cérebro e outros vasos sanguíneos). Ou seja, o ambiente cardiovascular na menopausa pode ter como consequências complicações como o acidente vascular cerebral (AVC), o enfarte agudo do miocárdio (EAM), tromboses nos membros inferiores e embolias pulmonares ou cerebrais. Pode estar também associado ao aparecimento de hipertensão arterial e de diabetes tipo 2.

Após a menopausa há um aumento de perda da massa óssea. A osteoporose é uma doença que pode ser grave por aumentar o risco de fraturas ósseas. Nas mulheres na terceira idade (60 anos ou mais), cerca de 35% poderão sofrer de fratura da coluna vertebral e 18% poderão ter fratura da anca.

Apesar de não ser consensual, alguns estudos apontam para a associação da menopausa com alterações cognitivas como a diminuição da capacidade de concentração e perturbações de memória.

A menopausa também pode ter um efeito negativo na função sexual. Um grande número de mulheres refere uma diminuição da atividade sexual, diminuição do desejo sexual, perturbação do orgasmo e da excitação. Isto pode dever-se à diminuição dos níveis de estrogênio e ao aumento da idade, que condiciona a existência de outras doenças, o uso de medicação, a presença de fatores psicológicos e a diminuição da autoestima associada à mudança da imagem corporal. É também frequente a dispareunia (dor durante as relações sexuais) que se deve à atrofia vulvovaginal e à diminuição da lubrificação.

Após a menopausa, uma vez que o ovário deixa de ter atividade e deixa de ovular, deixa de ser possível engravidar.

Fonte: www.saudebemestar.pt

Drª Cátia Carnide, médica ginecologista (NOM 43690).

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