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Empreendedoras criam femtech para promover acolhimento durante a menopausa

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As sócias Márcia Cunha e Carla Moussalli se conheceram em um ambiente de inovação para mulheres com o objetivo de criar uma femtech. Juntas, articularam a ideia de criar uma plataforma onde pudessem compartilhar experiências sobre um assunto inevitável na vida de todas, mas ainda visto como um grande tabu: a menopausa. Investiram R$ 500 mil de capital próprio para abrir a Plenapausa e oferecer jornadas de serviço, informação e acolhimento para mulheres do climatério até o pós-menopausa, que compreende aquelas entre os 45 a 65 anos, em média.

A menopausa corresponde ao último ciclo menstrual de mulheres, marcando o fim da idade fértil. Ela costuma ocorrer entre os 45 e os 55 anos, mas antes de acontecer, origina inúmeros sintomas durante a fase chamada de climatério, que compreende o período entre 40 e 65 anos. Segundo divulgação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2014, o país contava com aproximadamente 29 milhões de mulheres nesta fase. De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), um bilhão de mulheres vivenciarão o climatério em 2030 em todo o mundo. E a firma de venture capital Female Founders Fund indicou, após estudo: o mercado global em torno da menopausa é estimado em US$ 600 bilhões (R$ 3,2 trilhões).

Apesar de ser economista de formação e ter trabalhado por 18 anos no mercado corporativo, Cunha atuava como psicanalista quando decidiu unir negócios e saúde. Tocando uma iniciativa de medicina integrativa, ela decidiu levar o projeto para aceleração na B2Mamy, hub de inovação focado em fomentar projetos liderados por mulheres. Durante a mentoria, recebeu o conselho de focar no nicho feminino, tema frequente em suas sessões. “Em fevereiro de 2021, uma mulher me contou que estava passando pela menopausa e não estava sendo fácil, porque os filhos adolescentes borbulhavam hormônios. Me interessei pelo assunto e fui atrás de pesquisas”, relembra.

E foi justamente no ambiente da B2Mamy que Cunha encontrou a sócia, Moussalli. Advogada de formação, ela já empreendia no ramo da saúde. Após ter conseguido acelerar sua ideia com sucesso e a transformado em startup, começou a dar mentoria no hub para ajudar outras mulheres a conquistarem o mesmo. Os caminhos das duas se cruzaram, e Moussalli tinha uma história familiar para contar sobre o tema: sua mãe teve menopausa precoce química, aos 30 anos, por causa de uma endometriose. “Ela não teve suporte, apoio. Ao ter mais contato com o tema, comecei a resgatar na memória coisas das quais tinha esquecido”, revela.

A dupla decidiu testar a ideia com o público-alvo, entrevistando 200 mulheres para entender se existia a demanda por algo relacionado ao assunto. Como resultado, perceberam uma grande falta de informação: 68% afirmou ter dificuldade para conviver com os sintomas; 41% não sabia identificá-los e apenas 15% procurou o médico para falar sobre a menopausa. “Buscamos médicos especialistas para entender como ajudá-las de forma fácil e digital, para que pudessem ter acesso à informação para identificar os sintomas e ter um direcionamento nas opções de tratamento”, explica Cunha.

A partir das conversas, chegaram à ideia de criar uma plataforma gratuita onde as mulheres pudessem responder a um questionário e identificar, a partir do Índice Menopausal de Kuppermann e Blatt, em que fase da menopausa se está. Em cinco meses, mais de 2.100 mulheres foram avaliadas — a estimativa era conseguir 300 participações. O projeto foi crescendo no boca a boca, por indicação entre as interessadas.

Uma vez que a demanda ficou clara com a alta procura pela plataforma, as sócias começaram a se questionar sobre qual solução oferecer depois. Analisando as primeiras mil avaliações, chegaram aos cinco principais sintomas que mais incomodavam as mulheres, com percentual de mais de 80% de impacto nas rotinas: insônia, alteração de humor, falta de libido, falta de energia e ansiedade.

Elas pesquisaram soluções oferecidas em outros países e chegaram aos suplementos fitoterápicos, para ajudar com os sintomas, lançados no início de janeiro. A formulação foi feita por um time de especialistas composto por farmacêutico, ginecologistas, nutricionista, psicólogo e responsável químico, com produção terceirizada e aprovação da Anvisa. “Temos roadmap para criar produtos para até 10 sintomas nos próximos 18 meses, com a ideia de futuramente fazer conexão também com serviços personalizados de acordo com a fase da menopausa”, explica Moussalli. Elas não descartam oferecer, no futuro, consultas médicas dentro da plataforma.

Para promover o acolhimento das mulheres e a disseminação de informação sobre o tema, a dupla criou em dezembro de 2021 o projeto Prosas & Pausas, encontros virtuais onde elas podem conversar e tirar dúvidas com especialistas. “Vender apenas um produto seria vago. A pílula mágica não existe. Queremos ouvir essas mulheres, oferecer uma extensão daquela avaliação inicial. Além dos sintomas físicos, existem os sintomas emocionais, é uma fase solitária”, afirma Cunha.

Com investimento próprio de R$ 500 mil, as expectativas das sócias são positivas, graças ao fôlego de caixa. Elas estabeleceram a meta de crescer dois dígitos por mês neste primeiro ano de vendas dos produtos para determinar qual caminho mais promissor a seguir com o projeto.

Edição: REBECCA SILVA
Confira a publicação e matéria completa em: https://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2022/01/empreendedoras-criam-femtech-para-promover-acolhimento-durante-menopausa.html?status=500
 

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